 |
As
próteses e a mama
Há mais de três décadas os implantes de
silicone para mama têm sido usados em todo o mundo.
As próteses mais antigas eram feitas de silicone gelatinoso
e revestidas de silicone liso. Elas podiam apresentar problemas
que, muitas vezes, comprometiam o resultado final da operação,
sendo o principal deles o risco de rompimento do invólucro
e o conseqüente vazamento do material contido em seu
interior. Além disso, havia também a possibilidade
do organismo rejeitar o implante.
Acompanhando a crescente demanda, ocorreu
uma grande evolução na fabricação
desses materiais e os modelos passaram a ser preenchidos com
gel de silicone de alta coesividade e revestidos de poliuretano
ou material texturizada. Dessa forma foi possível isolar
eficientemente a matéria prima e prevenir as rejeições,
reduzindo consideravelmente o índice de complicações.
Os riscos de vazamento no interior do corpo também
foram eliminados graças a um novo sistema de atração
de moléculas. Esse mecanismo faz com que o silicone
se mantenha coeso e não escape ou se esparrame em caso
de ruptura acidental do invólucro.
|
Apesar
de segura, sua colocação é cercada de cuidados
para evitar qualquer problema. Não podemos esquecer que
uma prótese é um corpo estranho ao nosso organismo
e, como tal, deve ser submetido a todos os procedimentos que
visem eliminar ou, pelo menos, minimizar os riscos de infecção.
A intervenção deve ser realizada em centro cirúrgico
e a manipulação, feita com assepsia rigorosa.
Ainda assim, o temor pela rejeição do silicone
entre os pacientes é grande. É bom esclarecer
que o silicone é uma substância extremamente estável
e bem tolerada pelo organismo humano.
Muita
polêmica tem surgido desde o início da utilização
dos implantes de mama. Após muitas pesquisas científicas,
está comprovado que, a prótese de silicone de
mama não interfere na lactação, não
causa doença auto-imune e, muito menos, câncer
de mama. Como os implantes ficam por trás das glândulas
mamárias, eles também não escondem tumores
detectados no exame clínico e nos de imagem.
Outra inverdade é a constante afirmação
de que após 10 anos é necessário trocar
os implantes. Isso não procede, pois, dependendo da
prótese, ela pode durar de 20 a 30 anos. O que se deve
fazer é avaliar os seios através dos exames
de imagens cinco anos após a cirurgia, atestando a
integridade dos mesmos. A troca só deve ser feita se
for contatada alguma alteração do implante ou
das mamas.
|